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Mesmo aprisionado onde o desejo é vasto clarão, abrigam no corpo... Sustem enorme malha ferrosa ligando devagar os movimentos. Lentos.

- Ainda é missão ser cruel.
- Obrigam na compunção, assistindo outra lenta dor.
- E como é , fundo lago. Sementam.
- Eu bem perto escuto o encontro, é pergunta e balança.
- Será mesmo necessária?
- Aonde passo a possuir, outro ou a mim?
- Como é a vida.
- Sexual.

Mesmo encerrado entre as cadeias do otimismo , ou da dúvida, sei que existe 1 motivo maior pra agrupar esse encontro que se faz. 
Desejo soletra uma imensa palavra
sobre o destino dos amantes. 


Seria menos impossível perceber as outras dimensões onde o desejo arde.


2 comentários:

  1. Ainda é missão ser cruel.

    Isso é verdade. Somos cruéis com o universo inteiro. E o somos, também, connosco. Versos introspectivos. Não meto minha colher em tentar analisá-los. E, se eu fosse de soletrar uma palavra, acho que seria esta:

    http://aflordosul.blogspot.com/2010/05/mamihlapinatapai.html#comments

    Lá, Renato, me desejastes uma felicidade que acho que tenho somente agora.

    Bom sábado, sheli.

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  2. DESEJO! Força de letras e fonemas, impossível não sentir, ou ignorar enquanto há vida.
    Amo vir aqui.

    beijos querido.

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